Inauguração da Fundação Iberê Camargo
   O prédio da nova sede da Fundação Iberê Camargo é um marco internacional em arquitetura e soluções em engenharia. Uma das inovações do projeto é a construção em concreto armado em toda sua extensão, sem utilizar tijolos ou elementos de vedação, formando contornos arredondados como uma grande escultura para destacar a forma e o movimento das rampas que foram construídas em todos os pavimentos. É o único do País construído totalmente em concreto branco, que dispensa pintura e acabamentos, além de oferecer leveza ao conjunto. Pelo interior das paredes, isoladas com lã de vidro, passarão dutos de força e energia, que permitirão a instalação de tomadas e luminárias dimerizadas, provisórias ou permanentes, em qualquer ponto das salas. “É uma obra muito complexa que compreendeu alguns desafios, em sua primeira etapa foi a parte subterrânea, uma escavação em rocha sob uma via movimentada sem que isso atrapalhasse a sociedade. O uso do concreto branco, um material novo, também é um grande desafio, e, por último posso dizer da complexidade da integração de sistemas que uma casa dessas necessita. No final, nada disso pode aparecer, mas tem de estar lá”, completa o engenheiro responsável pela obra, José Luiz Canal, ao ressaltar que se trata de uma obra de padrões internacionais. “Também foi desafiador executar uma obra extremamente bem projetada. É como fabricar uma Mercedes no Brasil”, acrescenta Canal.
   
    O projeto laureado com o Troféu Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2002. Essa terceira e última fase de construção da nova sede da Fundação Iberê Camargo está sendo dedicada aos acabamentos, isolamento térmico, instalações elétricas, hidráulicas e complementares, decoração e colocação de mobiliário, também projetado pelo arquiteto Siza, que visitou a cidade no começo de maio.
    A construção da nova sede da Fundação Iberê Camargo, que tem como presidente executivo o empresário Jorge Gerdau Johannpeter e como presidente de Honra a viúva Maria Coussirat Camargo, está orçada em R$ 30 milhões. Em junho de 2002, o lançamento da pedra fundamental do novo prédio marcou o início simbólico do projeto, quando uma réplica em bronze do pincel utilizado pelo artista em “Solidão”, sua última obra, foi depositada pela viúva de Iberê em um bloco de concreto, de aproximadamente uma tonelada, que foi enterrado no local.
    A nova sede começou a ser construída de fato em julho de 2003 em uma área de 8.250 metros quadrados, de frente para o Guaíba (Av. Padre Cacique 2.000), em um espaço cedido pela prefeitura e com o patrocínio da RGE, Grupo Gerdau, Petrobras, Camargo Correa, De Lage Landen e Vonpar. A obra segue um cronograma preciso que encerra na inauguração da sede, com uma grande exposição do pintor, reconhecido como um dos principais artistas brasileiros do século XX.
   
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